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Solventes organoclorados e neurotoxicidade ocupacional: Desafios probatórios em ações indenizatórias
Os solventes organoclorados, tais como, tricloroetileno (TCE), tetracloroetileno/percloroetileno (PCE), tetracloreto de carbono (CCl₄), entre outros, constituem uma classe de compostos halogenados amplamente empregados em processos de desengorduramento de metais, limpeza a seco, indústria química, gráfica, de calçados, entre outras. Sua elevada lipossolubilidade, volatilidade e estabilidade química explicam tanto a utilidade industrial quanto o potencial neurotóxico. Esses co
30 de set.


IPI e Produtos Químicos Intermediários: reações químicas, consumo e incorporação ao produto final
Introdução A não cumulatividade do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é operacionalizada, na prática industrial, por meio do creditamento do imposto pago na aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem empregados na industrialização. Para a indústria química, em que grande parte dos insumos é consumida, transformada ou degradada ao longo de reações químicas, a definição do que configura um "produto intermediário" para fins de crédi
17 de set.


A forma cristalina como estratégia de proteção: polimorfismo e patentes farmacêuticas
O polimorfismo é um fenômeno de grande relevância técnica e jurídica na área farmoquímica e química em geral, sendo objeto frequente de disputas envolvendo pedidos de patente. Compreender os critérios que orientam o exame técnico de formas cristalinas no Brasil é essencial tanto para requerentes que buscam proteção patentária quanto para profissionais do direito que atuam em contencioso de propriedade industrial. Este artigo examina os parâmetros estabelecidos pelo Instituto
12 de set.


Cadeia de Custódia de Substâncias Químicas Voláteis: Por que o CPP exige mais do que um saco lacrado
A Lei nº 13.964/2019 (Pacote Anticrime) instituiu, nos artigos 158-A a 158-F do Código de Processo Penal, o instituto da cadeia de custódia, definindo-a como o "conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio" (art. 158-A, caput). O art. 158-B detalha as etapas desse rastreamento, sendo o inciso V dedicado especificamente ao acondicionamento: Art. 158-B. A cadeia de custódia compreende o rastreamento do vestígio nas se
10 de set.


XRF e o “DNA do ouro”: Espectroscopia de Fluorescência de Raios X na determinação da “impressão digital” espectral
A mineração de ouro desempenha papel relevante na economia e na cadeia global de metais preciosos, mas também envolve desafios relacionados à rastreabilidade da origem do minério, ao controle da cadeia produtiva e à caracterização dos materiais extraídos em diferentes regiões. Em um território de dimensões continentais como o brasileiro, a ciência forense e as técnicas de análise química podem contribuir para ampliar a capacidade de identificação e rastreamento da procedência
6 de set.


O Caso “Allegra D” vs. genérico: o embate clássico sobre atividade inventiva na química
Imagine o seguinte cenário: uma empresa farmacêutica cria um remédio e registra uma patente sobre ele, garantindo o direito de exclusividade por tempo determinado. Só que uma fabricante de genéricos acha que essa patente não deveria existir, porque, na visão dela, o "invento" não é realmente inventivo, é só uma combinação óbvia de coisas que já existiam. É exatamente isso que aconteceu no caso do Allegra D. Do que se trata · O Allegra D é aquele remédio conhecido para aler
2 de set.
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